A ideia de Um dia diferente! é levar cada visitante, em cada visita, a viver um aventura que tem apenas um requisito: ser completamente diferente de qualquer outro dia normal... Enjoy!

15
Jan 09

Querido diário,

 

 

      A dor era incrível mas não podia desistir, estava mais em jogo do que uma simples dor, para além disso a adrenalina que percorria as minhas veias dava-me uma força que eu não pensava ter. Rebolei para o lado pois o gigante havia se recomposto e investia com toda a sua força, o que fez com que este perdesse o equilíbrio ao não encontrar o alvo. Aproveitando isto empurrei-o com a perna boa e este caiu no chão, descendo alguns bons metros pelo declive que existe naquele local. Senti no meu corpo a dor que o gigante sentiu ao bater nas rochas e confirmei o que já desconfiava, aquela espada ligava-me ao meu atacante em formas que não imaginara. Cheguei ao pé do Mark e vi que este estava preocupado, pois perguntou-me se eu estava bem. Confesso que me apeteceu dar-lhe um soco, em vez disso perguntei-lhe:
      - E tu? Tas bem? Viste aquilo, quando eu lhe acertei, o ataque reflectiu-se em mim…
      - Já tentaste ao contrário?
      O que eu pensei naquele momento era se ele estava a sugerir aquilo que eu pensava que ele estava a sugerir, no entanto o desconto de tempo tinha acabado pois atrás de mim ouvia o gigante a regressar. Virei-me e vi que este estava imóvel a alguma distância, e mais uma vez a sua voz gutural ecoou naquele local sombrio:
      - Já vi que já percebeste, mas não penses que te vou matar enquanto tiveres essa espada na mão, para além de que vou começar pelo teu amigo cobarde.
Dito isto avançou agilmente e quando chegou perto de mim desferiu um golpe com o braço com tanta força e velocidade que quando me acertou voei para a parede mais próxima. Foi aqui que percebi realmente a impossibilidade de o vencer, a não ser que… Ele chegou ao pé de Mark mais depressa do que eu esperava e ainda meia atordoada levantei-me e tentei em vão chama-lo para mim. Entretanto Mark desviava-se o melhor que conseguia.
      O meu corpo doía a minha perna não me deixava mover, a única opção que me restava arrepiava-me a espinha. Inspirei fundo, contei até dez e para confirmar o óbvio fiz um corte na mão direita com a espada, a dor foi horrível mas resultou, o gigante deixou cair a espada dando um momento ao Mark para escapar. Mais uma vez o homem recuperou rapidamente e continuou atrás do Mark. Neste momento o medo e o pânico apoderavam-se de mim, o que tinha de fazer paralisava-me, será que não havia outra hipótese? Nesse momento Mark estava, literalmente entre a espada e a parede.
      - Hey… - gritei para chamar a atenção, com a espada entre as duas mãos apontada para o meu peito.
      O meu corpo tremia da cabeça aos pés, custava-me a respirar e duvidava da minha coragem para executar o meu pensamento mas pelo menos o gigante parecia interessado e até havia agora algum receio na sua voz.
      - Hmft… Achas que és capaz? – A forma arrogante como disse isto não conseguia disfarçar o seu medo.
      Largou Mark, que entretanto me dizia para não fazer o que estava prestes a fazer, e começou a correr na minha direcção.
      Trespassei a espada de uma ponta à outra do meu peito e, senti o meu corpo deslizar para o chão lentamente. A dor apenas durou uns segundos, depois deixei de sentir fosse o que fosse. A minha visão abandonou-me logo a seguir, mas ainda consegui ouvir os gritos do gigante a morrer.
      Acordei de rompante, como se acorda de um pesadelo, suor escorria-me pelo rosto e a meu coração parecia que me ia saltar pela boca. Quando olhei a minha volta vi que estava na sala de onde tinha partido, naquele hotel em Londres, Mark e mais umas quantas pessoas estavam a minha volta, sendo que quando me viram acordada correram para junto de mim. Mark vinha á frente e abraçou-me antes de perguntar se eu estava bem. Antes de conseguir responder observei todos e verifiquei que estávamos todos sujos, ou seja aquilo não tinha sido um sonho, até porque a dor que eu sentia na cabeça, onde eu tinha batido era bem real. Tudo o resto, a minha ferida na perna e no peito já lá não estavam.
      - O que aconteceu? Pensei que tinha morrido? Estamos no céu ou assim?
      Mark riu-se, assim como os outros.
      - Não. Era apenas mais um teste destes seres, suponho que tenhas tido de sacrificar a tua vida para conseguires alguma coisa? – Giordano falava calma e pausadamente.
      - Sim, estava a lutar contra um gigante e a única forma de o matar foi matar-me a mim – engoli em seco, aquelas últimas sensações arrepiavam-me como se ainda estivesse lá – mas como é possível estar viva então?
      - Bem ainda não nos vieram explicar isso mas nós achamos que este último teste terá sido feito com realidade, e deixa-me acrescentar muito real, virtual. – Desta vez foi Mark que falava, e apesar de eu notar algum stress na sua voz, nada da cobardia que eu tinha visto restava.
      Zangada, levantei-me e comecei a falar a alta velocidade.
      - Agora tas aí a dizer as coisas corajosamente mas não me ajudas-te porquê?
      Mark olhou para mim confuso e Giordano e os outros começaram a rir às gargalhadas, olhando para mim e para ele.
      - Escuta Druantia, cada um de nós teve num local diferente, provavelmente o Mark que tu viste foi criado virtualmente para de alguma forma dificultar a tua escolha.
      Embaraçada, pedi desculpa ao Mark mas este disse que não havia problema, e contei tudo o que se passou comigo. Por sua vez Mark e Giordano contaram os seus testes e verifiquei que apesar das diferenças, tinham pontos em comum.
      Passou cerca de meia hora até que todos haviam chegado, sendo que nesse momento apareceu um homem no meio da sala e apresentou-se como sendo um dos extra-terrestres. O Mark saiu disparado e tentou atingir o homem, no entanto quando chegou a poucos centímetros deste embateu numa espécie de campo invisível que o enviou alguns metros para trás.
      - Calma Mark – disse Giordano – Vamos ouvir o que ele tem para dizer.
Mark estava no chão, respirava fundo tentando acalmar-se, eu fui para ao pé dele, ajudando-o a levantar-se. O extra-terrestre começou a falar, a sua voz amplificada de forma artificial:
     - Eu e os meus colegas estamos muito impressionados com a vossa coragem, conhecimento e discernimento. Não estávamos à espera que todos passassem nos testes mas vocês conseguiram. No entanto, vamos realizar um último teste…
      Protestos ouviram-se em toda a sala, e o homem levantou a mão pedindo silêncio, mas nós só obedecemos quando Giordano o pediu.
      - Muito bem, eu percebo que estejam revoltados mas nós precisamos ter a certeza, para além que a maioria de vocês fez os testes demasiado facilmente, como se já tivessem habituados a estas andanças. Desta vez vamos escolher apenas um de vós para o fazer.
      - Não fizemos já o suficiente? Se querem a toda a força o nosso planeta porque não o tiram e deixam de nos dar testes para fingirem dar-nos uma hipótese? Eu ofereço me para fazer esse teste, apesar de não entender a necessidade. – A voz de Giordano era firme e decidida.
      Havia pessoas a protestar mas a maioria respeitava a sua decisão com admiração. O alien começou a rir e disse que a escolha era deles e já tinha sido feita.
     - Para te responder apenas alguns de vocês fizeram os teste de forma natural, sem estarem nada preparados para isto… Por isso vamos fazer outro teste e claro que há hipóteses nó somos justos. Quem nós escolhemos foi… ela. - Apontava para mim.
     Mark colocou-se contra a minha vontade á minha frente, mas não valeu de nada pois naquele instante voltei a ser teleportada para outro locar desconhecido, desta vez era uma floresta.

 

vivido por Druantia às 11:24
senti-me: Petrificada...

02
Jan 09

 

Querido diário,                                                                                          Algures, já não sei quando...

 

A caverna onde eu estava começou a tremer, o tecto iria começar a descer mais cedo ou mais tarde, mas de repente, naqueles que eu achava que seriam os meus últimos momentos lembrei-me que o meu telemóvel tinha o número pi. Procurei-o, pois este havia caído da minha mão. Quando o vislumbrei, peguei nele e coloquei no ecran o número,sendo que,o mais rápido que me foi possível, as minhas mãos tremiam, inseri todas as peças nas ranhuras e, sem mais demora mandei me para o chão, fechei os olhos, e aguardei o que viria a seguir pacientemente. Aquela coisa que dizem que a nossa vida passa num segundo á nossa frente quando se está prestes a morrer não é verdade, pelo menos comigo não foi, pois a única coisa na qual eu pensava era em todas as pessoas que eu gostava, as quais haviam desaparecido, e que contavam, entre outros, comigo para as trazer de volta. O barulho a minha volta sessou repentinamente e quando abri os olhos vi que o tecto estava finalmente bem longe e uma porta se tinha aberto do lado oposto por onde eu tinha entrado. Não fiquei ali nem mais um segundo, pequei na tocha, guardei omeu telemóvel, precioso telemóvel, e corri em direcção á porta e segui pelo longo corredor,que mais uma vez parecia interminavel. Andei mais de uma hora, sem nunca encontrar nada de especial. Pela forma dos túneis percebia que estava a descer cada vez mais.

Mais uma curva, pelo menos era o que pensava  ante de a dobrar, pois do lado de lá havia apenas uma parede, um beco sem saída. Mas... Não estava aperceber, principalmente porque não tinha passado por nenhuma intersecção, como é que iria sair dali? Calma,pensei, se calhar é outro enigma, no entanto a parede a minha frente ou todas outras que estavam à minha volta nada tinham de particular. Apesar disto não desisti e tentei passar a mão por todos os pormenores da rugosisdade rochosa. Nada! Frustação apoderava-se de mim, sendo que já gritara para o ar como que a ordenar que as pedras se afastassem miraculosamente da minha frente. Sentei-me no chão com as costas voltadas para a parede que me tapava o caminho.. Lembrei-me do enigma anterior, tentando por isso ver se havia algo no tecto, mas não. Estava cansada e tinha sede, apetecia-me deitar-me no chão, fechar os olhos e esperar que alguém me viesse salvar. O Chão.... Praguejando, pus-me de joelhos, apontando a tocha verifiquei então que havia uma espécie de botão,ou lá o que era. Respirei fundo antes de o presionar. Ouvi ruídos distantes, sem conseguir, no entanto, discernir a sua origem ou razão, pelo menos não até que um mais próximo me fez com que o chão por baixo dos meus pés desaparecesse. Tentei, em vão, agarrar-me a qualquer coisa mas a tarefa mostrou-se impossível e quando dei por mim descia a grande velocidade pelo que parecia ser um escorrega, pois a tocha ou tinha ficado presa algures ou apagara-se, dado que eu não via nada a minha volta. E, o que poderia ser algo divertido se fosse num parque de diverções, ali era verdadeiramente aterrador. Quando achava que aquilo já não teria fim senti, mais uma vez, a terra firme abandonar me e o meu corpo a cair no vazio, só que desta vez o impacto foi um pouco mais violento, tendo inclusivamento, causado o abandono da minha consciencia.

A próxima coisa que me lembro é a de ver Mark perto de mim a tentar acordar-me e a chamar pelo meu nome. Sorri, pois pensei que tudo tinha acabado, percebendo no segundo seguinte que estava enganada pois ainda estavamos dentro de uma caverna e este tinha uma tocha na mão, estava sujo e suado, falava a alta velocidade e gesticulava freneticamente.

- Mais devagar – disse-lhe eu, ainda sentindo a cabeça a andar à roda.

- Desculpa. Estás be...

Mark não teve tempo de acabar aquela frase pois naquele momento um ruído vinha detrás dele. Pareciam passos.

Um homem com quase 2 metos de altura apareceu, trazia em cada uma das mãos uma espada, uma delas muto maior do que a outra. Avançou para nós e parou a cerca de 4 metros de distância, mandando uma das espadas, a mais pequena, para a frente dos nossos pés, falando em seguida com uma voz grutural que ecoou pelas paredes:

- Um de vós deverá pegar nessa espada e lutar contra mim, qual dos dois não me interessa mas se não escolherem rapidamente morrerão os dois.

Mark e eu olhamos um para o outro, conseguindo facilmente ver o medo que ambos sentiamos, obviamente que eu ia oferecer-me para lutar mas só por cordialidade pois sabia que mesmo que fosse pouca, Mark tinha mais hipotese de sucesso, pois tinha mais experiencia, para não falar de mais altura e força. No entanto, para meu espanto o que ele me disse a seguir deixou-me petrificada:

- É melhor seres tu! – a voz de Mark saía das suas cordas vocais de forma estranha, e este tremia como uma criança assustada, colocando-se inclusivamente atrás de mim.

- O quê??? Mas...

Eu ia perguntar-lhe que raio de homem era ele mas o gigante era realmente assustador. Lembrei-me então de sugerir que lutassemos os dois juntos, mas Mark recusou novamente, alegando que seria melhor ele procurar uma saída enquanto eu distraía o nosso adversário.

-Vamos tentar fugir então... – sussurei-lhe ao ouvido, e agarrando na espada, só por segurança, agarrei na mão de Mark puxando-o.

Por pouco não me estatelei no chão, pois este parecia ter ficado grudado ao chão, paralisado pelo medo, tentei em vão, chama-lo à razão. Era tarde demais o gigante avançava sobre nós a grande velocidade, a espada a descrever um grande arco, iria acertar-nos em cheio. No último momento lançei-me sobre Mark atirando-nos ambos ao chão, rebolei para mais longe e levantei-me o mais rápido que pude, pois o meu oponente já se preparava para outra investida. Nem tive tempo de pensar, a única coisa que conseguia fazer era desviar-me golpe atrás de golpe, mas rapidamente me iria cansar, e apesar de claramente eu ser mais rápida e ágil que o homem, sabia que se eu não terminasse a batalha proximamente, ele acabaria. E Mark continuava no chão, sem se mexer. Não sem sei sentia pena ou raiva dele naquele momento. Quando eu me preparava para mais uma vez me desviar, o gigante escorregou caindo sobre o seu lado direito, sendo que sem hesitação ergui a espada e avançei com esta em punho, acertando na perna esquerda deste e atravessando-a. No mesmo momento sentia uma dor aguda na minha própria perna e também caí no chão, sangue escorrendo pelo meu joelho e gémeo esquerdo. A dor era excruciante... Ouvia as gargalhadas do gigante encherem a caverna e a voz fraca de Mark a chamar por mim.

vivido por Druantia às 21:54
senti-me: Cheia de Raiva...

11
Dez 08

 

Querido diário,                                             Algures, supostamente dia 28 de Novembro de 2008
 
O local onde me encontrava era demasiado escuro, pelo que não conseguia perceber o que se encontrava a minha volta. A pouco e pouco os meus olhos forma-se habituando, sendo que a vontade de me mexer dali era muito pouca, ao fundo ruídos assustadores faziam-me arrepiar e a parca luz criava sombras fantasmagóricas. A minha mente pensava nas últimas palavras daqueles seres de outro mundo e, enquanto todo o meu ser desejava acordar daquele estranho pesadelo, mas tal não ia acontecer, eu sabia que ficar ali só iria pior as coisas. Avancei então devagar, agora conseguia ver as paredes do local, parecia uma espécie de galeria possivelmente alguns metros por baixo da terra, estava frio mas a adrenalina não deixava que isto me incomodasse. Existia um túnel, pelo qual eu segui, onde consegui avistar uma luz bem ao longe, parando algumas vezes pois os sons que se ouviam eram assustadores e pareciam perto, demasiado perto. No entanto não vislumbrei nada até que finalmente encontrei a origem da luz, era uma tocha e pegando nela, pois pelo resto do túnel só se via “escuridão”, avancei sem saber quanto mais tempo teria de andar até encontrara a saída. Era este o meu objectivo pelo menos, mas o que encontrei foi uma zona mais ampla que formava uma espécie de sala, sendo que mal entrei neste local o caminho por onde seguia fechou-se com um estrondo. Tive a sensação que o meu coração parou por momentos e com a tocha na mão percorri toda a parede e nada. Não havia outra saída.
A única coisa de diferente naquela sala era no seu centro, onde havia uma pedra trabalhada, tinha a forma de um paralelepípedo e estava toda polida, em cima tinha umas ranhuras com cerca de 5 mm de espessura. Tinha ainda umas formas geométricas, cada uma representando um polígono regular, que por “coincidência” encaixavam perfeitamente nas ranhuras, devia ser uma espécie de puzzle, pensei eu. Analisei então o número de ranhuras e de figuras, sendo que sem me causar qualquer espanto eram ambos iguais a 8, peguei uma a uma as figuras e contém o número de lados, tinha então: 2 triângulos, 2 pentágonos, 1 eneágono (9 lados), 1 tetradecágono (14 lados), 1 pentadecágono (15 lados) e ainda um polígono com 26 lados (descobri posteriormente que se chamava Icosikaihexagono ou simplesmente Icosihexagono). Pensei primeiro coloca-los nas ranhuras por ordem de números de lados, apesar de achar que a solução era demasiado obvia experimentei na mesma, no final as peças foram cuspidas e o local começo a tremer, em a pânico levantei-me e com a tocha na mão varri o local apercebendo-me que o tecto tinha baixado e numa das paredes tinha levantado um painel, onde se encontrava 3 ampulhetas e uma delas acabara de explodir. Não foi preciso ser muito inteligente para perceber que quando toda a areia esvaziasse eu seria esborrachada ali debaixo, e que a ampulheta explodira provavelmente por eu ter falhado, logo só podia falhar mais uma vez, pois a falha seguinte seria fatal. Naquele momento o tecto estava apenas a cerca de um palmo acima da minha cabeça e a areia de uma das ampulhetas esvaziava-se rapidamente, nem perdi tempo a tentar estimar quanto tempo teria, ajoelhei-me rapidamente em frente da pedra centra e comecei a tentar pensar. Tarefa que estava a ser difícil, com o coração aos pulos, o suor a escorrer-me pela cara, o meu cérebro parecia que tinha parado. Controla-te pensei, e respirando fundo várias vezes, comecei a falar alto para ajudar a raciocinar.
- Ok, muito bem! Tenho 8 polígonos, com números aparentemente aleatórios e não posso tentar muitas vezes senão caput…
Comecei a rir às gargalhas.
- Se ao menos pudesse escrever os números… Ah e posso!
Lembrei-me que tinha o telemóvel no bolso, retirei-o rapidamente e claro que a primeira coisa que fiz foi tentar ligar para vários números mesmo tendo a indicação de que este estava sem rede. Obviamente não deu mas tinha de tentar…
Escrevi então os números:
 
3 3 5 5 9 14 15 26
 
Primeiramente fiquei mais confusa, depois pus por várias ordens diferentes, mas sabia que por tentativas não iria a lado nenhum, tentei então somar, dividir, ou outras operações com o objectivo de encontrar uma sucessão lógica de números. E nada! Experimentei então olhar para as figuras, e tentando colocá-las por qualquer ordem lógica, nisto perdi mais uns minutos. E nada!
Novamente, tudo estremeceu e o tecto começou a descer novamente. Gritei e colocando os braços por cima da cabeça mandei-me para o chão e lá fiquei por uns momentos respirando pesadamente, a tocha caída ao meu lado. Olhei devagar para cima e vi que o tecto estava ligeiramente acima da mesa de pedra, cerca de 2 palmos, e a última ampulheta começara a contar. Primeiro o medo apoderou-se novamente mas de repente algo dentro de mim mudou e uma calma que me espantou apoderou-se de mim e voltei a conseguir pensar. Na realidade tudo me parecia mais claro que nunca e confiante recomecei a raciocinar.
Quando novamente olhei para a ampulheta, esta já tinha passado menos de meio, no entanto isso não me vez diferença.
- Tem de haver alguma pista!
Deitei-me no chão e olhei para o tecto. Aparentemente, e olhei melhor para confirmar, o tecto era um círculo perfeito, seria uma coincidência? Naquele momento decido que nada poderia ser coincidência e disse alto, só para mim:
- Círculo, 8 números e 8 ranhuras. Hmm círculo é um polígono sem lados, ou melhor poderíamos dizer que tem infinitos lados. AAAAAhhhh, um 8 deitado é o símbolo de infinito… mas será?????
Peguei novamente no telemóvel e olhei para os números, reparei que tinha o número 3 e o catorze, que colocando-os seguidos ficava 3.14, que é o inicio do número pi, que é um número infinito e representa a área do circulo sobre o seu raio ao quadrado. Gritei de alegria lembrando-me logo a seguir que não fazia ideia do resto do número. Sabia que era um 1 a seguir ao catorze, por isso só podia ser o 15 neste caso, sendo que sem mais demoras coloquei um triângulo, o tertradecágono e o pentadecágono nas ranhuras. Nada aconteceu.
- Oh e agora! Tenho o 26, o 9, outro três e dois cincos… Hmm
Tentei vislumbrar o número e nada, tentei lembrar-me de um círculo que soubesse a área de cor e o seu raio e nada. A ampulheta estava quase no fim…
vivido por Druantia às 15:26
senti-me: Fechada!

17
Nov 08

Querido diário,                                                                                                 28 de Novembro de 2008

 

 

Após me ter sentado e comido qualquer coisa (com aquilo tudo tinha me esquecido de comer), Mark começou a sua explicação, não sobre o que tinha acontecido aquelas pessoas, pois ninguém sabia apesar de várias pessoas terem as suas teorias, mas sobre aquele grupo, que entretanto tinham-se apresentado, um por um. Entretanto os restantes membros reuniram-se entre eles discutindo avidamente a situação. Junto a Mark tinha ficado um velhote que se chamava Giordano Biagi, que era o mais velho dos presentes e por isso o seu líder, sendo que fiquei a saber que eu era a mais nova. Fiquei ainda a saber que o grupo era composto por exactamente 33 pessoas e que, houve um membro, que era o anterior líder que havia falecido, no dia exacto em que eu tinha passado a pertencer aquele grupo nesse exacto dia. O Giodano é um escritor italiano, que nunca publicou, por opção, os seus livros, sendo que estes eram exclusivamente lidos pelos seus amigos e família, dizendo que quando morresse, se a família quisesse podia os publicar mas antes disso não. Para ele isso não era importante.
Explicaram-me os dois, que  todos os ali presentes tinham em comum o facto de conseguirem ver e consequentemente interferir com coisas que se passavam no mundo mas que mais ninguém conseguia sentir, ver, explicar ou de qualquer outra forma modificar. O Grupo existe há imensos anos, sendo que havia sido composto, por, entre outros, William Shakespear, J. R. R. Tolkien e Ernest Hemingway. Vendo o meu ar confuso, deram-me dois exemplos, que me mostraram porque é que os membros daquele grupo eram normalmente pessoas ligadas as artes: A J. K. Rowling estava num comboio de Manchester para Londres, quando ajudou um jovem, chamado  Harry Potter quando este fugia de umas criaturas que mais ninguém podia ver. Após esse dia eles tornaram-se grandes amigos e o rapaz levo-a a conhecer o seu mundo que ele tinha salvo quando era mais jovem. Esta decidiu então escrever as aventuras do Harry nos livros que todos nós conhecemos; Contaram-me também como  Steven Spielberg, após ter naufragado, quando viajava a bordo de um veleiro foi ter a uma ilha habitada por dinossauros e que depois de terem escapado por uma unha negra, acordou no hospital e mais nenhum dos sobriviventos se lembrava dos acontecimentos. Decidiu então manter segredo, depois de consultar com o grupo, para bem da humanidade. Sendo um grande amigo de  Michael Crichton, escritor do Jurássico Park, deu-lhe esta ideia durante um jantar de aniversário de um amigo comum.
Inicialmente, pensei que o que tinhamos todos em comum era sermos maluquinhos mas como normalmente quem é maluco não tem essa noção, eu  decidi acreditar que aquilo era mesmo real.
Sem mais tempo para outras explicações e prometendo-me que responderiam a todas as minhas questões posteriormente, a conversa terminou e Giordani colocou-se em pé. Todos os presentes pararam imediatamente a sua conversa e viraram-se para ele. Abrindo os braço, como para os envolver começou a discursar:
- Caros amigos e amigas! Estamos mais uma vez juntos para resolver uma catastrofe mundial, o que já não acontecia há vários anos e alguns de vós - olhou para mim e para o Mark - ainda não aqui estavam entre nós. Quero saber se após aguma reflexão alguém tem uma teoria?
Uma mulher que aparentava ter cerca de 40 anos e que se bem me lembrava chamava-se Marie e era engenheira de telecomunicações, que nos tempos livres contava histórias a crianças numa instituição de solidariedade,  levantou-se e clariando a voz disse:
- Bom eu tive aqui a fazer umas observações no computador e com a ajuda de George Lucas, que entretanto comunicou com o seu amigo Luke, que está neste momento muito longe para poder ajudar, descobrimos que se encontra na nossa orbitra uma nave espacial que pode ser de um povo chamado Feariets e que anda em busca de um planeta para habitarem.
- E então acham que podem ficar com o nosso? E o que fizeram ás pessoas? - retorqui Giordano.
- Bom isso não sabemos. - Respondeu Marie.
- Mas pelo que Luke disse não custumam "roubar" planetas habitados. - Acrescentou George Lucas.
- Hmm, podemos tentar comunicar com eles... - disseram em conjunto várias pessoas.

Com isto vários de nós, incluindo eu que devido aos meus conhecimentos poderia ser útil, partimos em busca de componentes para pudermos comunicar com estes seres. Claro que eu continuava estupefacta com tudo mas nada disse, pois não queria dar parte de fraca. No entanto conseguia sentir a insegurança de todos á minha volta e isso deixava-me preocupada.
Perto da meia noite estavmos prontos a comunicar e todos nós sentámos à volta do aparato electrónico, enquanto Giordano se preparava para falar.
Após uns minutos de tentativas, obtivemos uma resposta em que os seres de outro mundo se mostravam surpresos por estarmos ainda no planeta. Pelo que disseram apercebemo-nos que não eram maus mas que tinham a mania que eram superiores e que pensavam que nós não eramos seres inteligentes, daí terem feito toda a gente desaparecer. Como ficamos revoltados, exigimos a devolução dos nossos conterrâneos e um pedido de desculpas. O líder Fearietiano disse-nos que isso só seria possível se nós lhes provasse-mos que eramos realmente seres inteligentes, pois eles tinham observado o nosso planeta e viram pessoas a morrer de fome, enquanto outras gastavam abundantes quantidades de dinheiro em coisas como roupa, carros ou outros luxos. Viram também pessoas a matarem e maltratarem outras cruelmente, ou a discrinarem -se por terem uma cor diferente, um gosto diferente ou um sexo diferente, entre outras coisas que fez com que eles pensassem que nós não eramos seres pensantes. No outro lado o nosso líder falou de todas a obras, culturais ou físicas ou cientificas que os humanos criaram e criavam, acrescentanto feitos de algumas pessoas em favor de outras mais desfavorecidas, e que, outros tantos de nós aceitavamos toda a gente de igual forma sem olharmos as suas diferenças. Claro que eles estavam a fazer em relação a nós isso mesmo e, com muita delicadeza, Giordano frisou isto, acrescentando ainda que apesar de tudo, os seres do planeta terra estavam ainda em aprendizagem e que um dia esses problemas certamente se extinguiriam.

Os extra-terrestre discuram entre eles por momentos, sem que nós conseguissemos compreender uma palavra do que diziam e ditaram a sua sentença.

-Devem ter a mania que são deuses- segredou-me Mark ao ouvido. - concordei acenando com a cabeça.

- Analisamos o que nos disseram e decidimos dar-vos a oportunidade de salvarem os outros humanos. Cada um de vocês, em representação da humanidade vai ter de passar em vários testes. Se algum de vocês chumbar, nós habitaremos o vosso planeta. Se passarem vamo-nos embora e nunca mais nos verão.

Quando algúem ia protestar um feixe de luz atravessou a sala e quando voltei a abrir os olhos estava sozinha...

vivido por Druantia às 22:35
senti-me: Confusa

12
Nov 08

 

Local: Londres, Inglaterra                                               Data: 28 de Novembro de 2008
 
Querido diário,
 
Após ter entrado no post, conversei no Messenger com o seu autor que me informou que estava em Londres e que, tanto ele, como eu pertencíamos a um grupo especial de pessoas que naquele momento se encontravam a deslocar-se para Londres. O meu primeiro pensamento foi: bem que podia ser mais perto, mas na verdade estava tão feliz por estar ali a falar com outra pessoa que não me importava. O rapaz, chamava-se Mark Wallace, tinha 28 anos e vivia no norte de Inglaterra. Indicou-se que o melhor a fazer, dado que o que havia acontecido era mais grave que o normal e apesar de eu ter-lhe perguntado o que ele queria dizer com isso, apenas me disse que era uma longa história e o melhor seria eu ir mesmo até lá. A princípio achei que estava maluco como iria eu para lá, bom, a única hipótese seria de carro, já que eu não sei pilotar um avião ou assim, mas e dinheiro para a gasolina e portagens… Depois lembrei-me que não havia ninguém na rua e ri-me sozinha… Disse ao Mark que me ia por caminho e lá fui eu… Peguei no primeiro carrão que tinha perto de casa, achei que seria mais fácil ir trocando de carro á medida que fosse acabando a gasolina, a não ser se por acaso não existisse nenhum em condições. A viagem demorou cerca de meio-dia, e devo ter feito uma média de 180 km/h e ainda me consegui perder. Conseguem imaginar-se a fazer uma viagem em sabem que não aparece a polícia e nenhum outro carro?Foi simplesmente fenomenal e confesso que não resistir a ir ao Stand da Audi e levar emprestado o meu carro preferido, o Audi R8. Na chegada a Londres liguei imediatamente para o número do Mark e pedi-lhe que me dissesse onde o encontrar. Como ele me indicou dirigi-me ao The Waldorf Hilton, um hotel de 5 estrelas que ficava perto de Covent Garden na zona oeste da cidade de Londres. Bela e grandiosa, a capital inglesa parecia sombria e taciturna sem a habitual azáfama das suas ruas. Chegando ao hotel, fui ficando cada vez mais espantada com o luxo com que me ia deparando á medida que fui percorrendo a distância até chegar a sala que Mark me indicara.
Se eu até aí eu pensara que já tinha visto tudo, quando entrei na sala encontravam-se cerca de 30 pessoas, apesar de, por um lado não estar á espera de tanta gente, aquilo era na realidade uma minoria muito pequena, pois 30 em 6 biliões é mesma coisa que zero pessoas… No entanto o que mais me impressionou não foi a quantidade de pessoas, foi o facto de reconhecer algumas delas, sendo que estava presente a J. K. Rowling, autora dos livros do Harry Potter e também Steven Spielberg, entre outros que eu não reconheci pela aparência e outras pessoas que eram totalmente incógnitas, como eu. Quando entrei fez-se silêncio e todos olharam para mim. Apeteceu-me esconder debaixo de uma mesa. Um rapaz, claramente o Mark, pois todos os outros eram bem mais velhos/as do nós os dois, aproximou-se e estendendo a mão apresentando-se riu-se ao ver a minha cara de estupefacção a olhar para as pessoas presentes e disse:
- Não te preocupes, rapidamente vai entender tudo!
vivido por Druantia às 10:05
senti-me: Espantada/confusa!

30
Out 08

Local: Portugal                                                                                    Data: 27 de Novembro de 2008

 

Querido diário,

 

Hoje foi um dia muito complicado. Estava eu muito bem a trabalhar no escritório da minha empresa, quando de repente, ouve um estrondo enorme e uma luz fortíssima atravessa o meu local de trabalho vindo da rua. Eram cerca das três da tarde quando isto aconteceu. Eu mandei-me automaticamente para o chão e protegi-me, sei saber do quê, debaixo da escrivaninha.  Por momentos pensei que ia morrer mas a verdade é que tudo passou e o meu coração ainda batia e tudo a minha volta estava intacto. Apercebi-me rapidamente que tudo estava silêncioso, e quando eu digo isto quero dizer não ouvia mesmo nada. Primeiro pensei que tinha ensurdecido com o barulho, no entanto conseguia ouvir o barulho que eu fazia. Procurei, em vão,  pelo os meus colegas. Saí a correr para a rua, ao mesmo tempo que tentava ligar para a minha família. Nínguem atendeu. Vasculhei a rua de alto a baixo e não vi vivalma em lado nenhum, em loja nenhuma. Meti-me no meu carro, sem saber bem para onde ir, pois não se via nada de anormal na rua, nem fumo no horizonte, nem nada. Conduzi por um tempo, mas por todo o lado havia, carros parados, alguns acidentados, no entanto sem ninguem lá dentro. No rádio apenas se ouvia música, outros estavam em silêncio. Em pânico liguei para o 112. Ouvia o sinal de chamada e ali fiquei durante minutos. Nínguem atendeu. "Voei para casa" no meu carrito. Podia entrar em qualquer bomba que estava abandonada, sem dono/a, mas não fui capaz.... Quando cheguei a casa, tentei novamente ligar pelo telefone fixo sendo que se passou exactamente o mesmo que com o telemovel. Lembrei-me de ir á internet. Nada. Nada. Nada de actualizações... Peguei numa mochila e enviei para lá alguma roupa, água, comida, uma lanterna, uma caixa de primeiros socorros e um rádio. Voltei para o computador pois lembrei-me de ir ver os blogs. Vi imensos sites de blogs e de repente, num deles, estava um post com o seguinte título, criado 2 minutos antes: If there is anyone that didn´t disappear , like me, please contact me*...

AAAAHHHHHH! Entrei e... 

 

 

*Se há algúem que, como eu, não desapareceu por favor contacte-me...

vivido por Druantia às 11:24
senti-me: Panico

23
Out 08

 

Local: Freguesia da zona centro, Portugal               Data: Um dia em Novembro de 2005

Querido Diário,


Hoje o dia começou por decorrer o mais normal possível. Levantei-me, fiz todo o ritual necessário para estar pronta para mais um dia rotineiro. Saí e fui para a faculdade, ainda não te disse mas ando na faculdade, a tirar um curso que dizem que é bom. Fiz o que tinha a fazer e regressei para casa ao fim da tarde. Até aqui tudo bem. O problema é que hoje é sexta feira e vou ficar em casa e  ainda por cima sozinha mas tudo bem, já sou uma gaja crescida. Quando me fui deitar estava tão cansada que devo ter adormecido mal a minha cabeça tocou a almofada. Passado uns segundos, minutos ou horas ouço um barulho.  Acordo. Imediatamente o meu coração passa de 50 a 120 pulsações. É que é mesmo dentro de casa. Alguém tenta abrir a porta e não pode ser ninguém que eu conheço. Levanto-me sem fazer barulho e tranco a porta do meu quarto e aguardo com o ouvido colado á porta. O ar custa a entrar nos pulmões, o suor começa escorrer pela testa. Ouço o som da porta a ceder. Entraram, consigo perceber que são pelo menos dois e que após entrarem se dirigem para a sala. Pé ante pé desloco-me até a janela, pegando antes no telemóvel, e abro, com o mínimo ruído possível, os estores. Saí para a minha varanda. Olhei para baixo e achei que ainda era uma altura considerável, por isso mudei de ideias. Decidi antes passar para a varanda do vizinho, pois tem um pequeno parapeito que dá para passar mais ou menos bem. Inspirei fundo duas vezes e passei a primeira perna para o outro lado. Depois vinha o pior, passar a outra forma. No entanto, sem saber bem como, lá consegui chegar ao outro lado. Depois de recuperar a respiração, mais devido ao medo do que ao esforço, liguei para o 112 e disseram-me que enviariam a polícia mas que ainda demoraria de 5 a 10 minutos. Nem queria acreditar. Disseram-me ainda que ficasse na varanda, pois era o mais seguro. Passado uns momentos dei por mim a pensar nas minhas coisas e da minha família e de como estavam ser violadas por uns tipos quaisquer. Antes da policia chegar decerto iriam fugir com as nossas coisas. Decidi então trancá-los lá dentro. Finalmente ganhei coragem e resolvi descer pela porta de entrada. Passei as duas
pernas  para cima do parapeito e segurando-me na janela baixei uma pena de cada vez até estar apoiada nas grades da porta de entrada. Os meus braços tremem violentamente nesta fase pois os meus pés estão muito avançados, em relação ao corpo. Esta passagem é mais difícil e por momentos pensei que cairíamos consegui. Depois até ao chão foi fácil. Corri até ao caixote do lixo e reparei numa carrinha parada na esquina. Estava a trabalhar e tinha alguém lá dentro. Primeiro procurei no lixo algo que pudesse trancar a porta e quando encontrei corri novamente para a porta e tranquei-a. Haha. Agora o tipo que estava no carro, sim tinha visto alguém lá dentro. Aproximei-me por trás e ganhando coragem, que não sei de onde éque vinha, bati na janela com força.Tanta força que até partiu, tinha encontrado uma raquete de ténis partida no caixote, e corri o mais que pude até a esquina seguinte. O efeito desejado aconteceu, o gajo veio atrás de im. Escondida na esquina esperei com a raquete em punho, como se fosse um taco de basebol. Imaginam o efeito. Mal ele passou rodei a cintura e os braços com toda a minha força. Acertei-lhe em cheio na cabeça e peito. O homem caiu imediatamente e eu, com a esperança de não o ter morto, segui o caminho até ao carro dos ladrões. Como a porta estava aberta e a chave na ignição, retirei esta última e voltei até a porta de minha casa. Escondi-me perto e fiquei á espera. Ouvi que um deles tentava, em vão abrir a porta da rua. Era muito bem feito.

Vendo-se encurralados, possivelmente teriam se apercebido que alguém os teria trancado e por isso a polícia estaria lá dentro de instantes, decidiram saltar pela varanda. Entretanto já se ouvia a polícia no fundo da rua. Mal chegaram ao chão correram em direcção ao carro. :-)

A polícia chegou e eu saindo do meu esconderijo indiquei onde eles estavam. Entretanto tentaram, em vão fugir a pé. O homem que atingi ficou bem e foram todos presos e eu não ganhei para o susto. Mal sabia eu que pior viria.

vivido por Druantia às 17:13
senti-me: Irritada!

20
Out 08

 

Local: Lisboa                                                                              Data: Novembro de 2005
 
Querido diário,
 
Vou contar-te o dia em que tudo começou. Estava eu muito bem a curtir um som. Fones nos ouvidos. MP3 no bolso do casaco. Vinha no metro, mas daqueles que andam debaixo da terra mesmo, em pé encostada aos bancos naquela zona onde ficam as portas. De repente quando abri os olhos, pois tive uma sensação estranha, daquelas que até se sente um arrepio pela espinha, e vi um velhinha que olhava fixamente para mim. Assustei-me pois não a vi entrar, aliás já desde que eu entrara no metro que só haviam mais duas pessoas. Era mesmo muito velha, magra e tinha um cabelo longo. Parecia daquelas mulheres índias que aparecem nos filmes. Apesar de me estar a assustar a forma como olhava para mim consigo sacudir o medo e voltei a fechar os olhos para melhor curtir a música. Senti que o metro parava e que depois retomou o seu caminho. Abri novamente os olhos e um grito saiu da minha garganta ecoando pela carruagem que reparei naquele momento que estava vazia. A velha estava a meros centímetros da minha cara. E, apesar da minha vontade de a afastar e fugir, não o consegui fazer. Era como se os olhos dela tivessem algum poder sobre mim. A velha agarrou-me no braço e disse numa voz arrastada mas melodiosa, numa estranha combinação: “A tua alma é como uma que nunca vi, tens poderes estranhos. As coisas a ti vão acontecer-te como a ninguém. Umas serão boas outras nem por isso. Prepara-te pois a partir de hoje a tua vida mudará pois atingi-te a idade.”  Depois disto sorriu e saiu do metro na estação que acabávamos de chegar. Um mar de gente inundou a carruagem e eu fiquei atordoada e perdi a velha de vista. Inicialmente achei tudo parvo e que a mulher estava maluca. No entanto a verdade é que, apesar de nunca ter percebido o que ela quis disser da idade pois eu nem fazia anos, a minha vida mudou e  nisso, ela não se enganou. E foi assim, agora as aventuras sucedem-se na minha vida e eu nada posso fazer para o impedir, deixo-me ir na corrente.
vivido por Druantia às 10:30
senti-me: Assustada.

17
Out 08

Cada post vai corresponder a um dia, se a mesma história que me aconteceu se alongar mais do que um dia vou dividi-la por outro post (publicado noutro dia claro). Quando isto acontecer o título do post será o mesmo mas vou assinalar parte 1, 2, etc.

 

Para cada dia vou indicar a data e local onde tudo se passou. Pode ser muito no futuro ou no passado, é que eu para além de ser um magneto de aventuras, tenho o poder de viajar no tempo.

 

 

 

 

vivido por Druantia às 17:22
senti-me:

15
Out 08

Basicamente para não ser igual aos outros.

 

Falando mais a sério. Eu estava no meu trabalho aborrecida quando me lembrei que já algum que queria ter um blog. Mas um blog sobre quê? A um tempo atrás criei um sobre cinema, que é uma das minhas paixões , no entanto raramente o actualizava e aborrecia-me faze-lo. Para além de já existirem milhões sobre esse tema. Depois pensei fazer um blog de opinião mas também já há imensos e quem é que quer saber a minha opinião...

 Foi então que me surgiu a ideia de fazer um blog que me desse gozo e me divertisse a faze-lo, claro que se foi divertido para outras pessoas ainda melhor. Grande ideia huh? Lol

Calma, ainda não disse tudo. Um dia diferente é nada mais nada menos que um diário (mas sem ser todos os dias, tenho muito para fazer). Claro que não é um diário igual aos outros senão era estupido o que tinha estado a dizer. Neste diário os dias vão ser completamente fora do normal sem uma única gota de aborrecimento, nem vos passa pela cabeça as coisas que me acontecem no meu quotidiano.

Objectivo: Sacudir o aborrecimento e rotina e espalhar a imaginação.

 

Porquê Druantia? É o nome da rainha dos druidas (criaturas míticas da mitologia celta), que entre outras coisas é deusa da creatividade. E é um nome giro!

vivido por Druantia às 22:59

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